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Grand Slam no tênis: o que é e quais são os quatro

Resposta direta

Os quatro torneios de Grand Slam do tênis são, na ordem do calendário: Australian Open (janeiro, Austrália), Roland Garros (maio e junho, França), Wimbledon (junho e julho, Inglaterra) e US Open (agosto e setembro, Estados Unidos). Os quatro têm chave de 128 jogadores no simples e distribuem 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000.

TorneioPaísMêsSuperfícieFaixa de ingresso
Australian OpenAustráliaJaneiro (em 2027, de 17 a 31)Quadra duraa partir de R$ 2.124
Roland GarrosFrançaFim de maio e início de junhoSaibrosob consulta
WimbledonInglaterraFim de junho e início de julho (em 2027, de 28/06 a 11/07)Gramasob consulta
US OpenEstados UnidosFim de agosto e início de setembro (em 2026, de 30/08 a 13/09)Quadra duraa partir de R$ 791

Faixas consultadas no catálogo da Orange em 29/08/2026, por sessão e sujeitas a disponibilidade. Roland Garros e Wimbledon estavam sem lote aberto na data — a oferta desses dois abre por temporada.

O termo vem do bridge, jogo de cartas em que fazer o "grand slam" é levar todas as vazas da mão. No tênis, ele passou a designar os quatro torneios de maior porte do calendário — e, por extensão, a façanha de vencer todos eles em uma mesma temporada.

Os quatro Grand Slams, um a um

São duas semanas de torneio cada um, com chave principal de 128 jogadores no simples — ou seja, sete rodadas até o título. O campeão leva 2.000 pontos no ranking, o dobro do que vale um Masters 1000.

Australian Open — a abertura da temporada

Disputado em janeiro, em Melbourne Park, é o primeiro Grand Slam do ano. Hoje é jogado em quadra dura, mas foi na grama até 1987. Tem três arenas com teto retrátil, entre elas a Rod Laver Arena: o jogo não para nem por chuva nem por calor extremo — o que, em pleno verão australiano, faz diferença.

Roland Garros — o Grand Slam do saibro

Disputado em Paris desde 1891, no Stade Roland Garros, é o único Grand Slam em saibro. A quadra principal é a Philippe-Chatrier. O piso deixa as partidas mais longas e físicas — quem vai ao estádio precisa contar com sessões que se estendem.

É também o palco do maior feito do tênis brasileiro masculino: Gustavo Kuerten foi campeão em 1997, 2000 e 2001 — os três títulos de Grand Slam da carreira dele, todos em Paris. Em 2001, desenhou o coração no saibro da Philippe-Chatrier.

Wimbledon — o mais antigo

Disputado desde 1877 no All England Lawn Tennis and Croquet Club, em Londres, é o torneio de tênis mais antigo do mundo e o único Grand Slam ainda jogado na grama. O dress code totalmente branco para os jogadores é regra do clube, não da federação.

US Open — o último da temporada

Fecha o ciclo, entre o fim de agosto e o início de setembro, em Flushing Meadows. Está em quadra dura desde 1978 — antes disso foi grama (até 1974) e saibro (1975 a 1977). O Arthur Ashe Stadium, com cerca de 23.700 lugares, é o maior estádio de tênis do mundo em capacidade e tem teto retrátil desde 2016. As sessões noturnas por lá são conhecidas pela atmosfera mais barulhenta do circuito.

Grand Slam, Masters 1000 e ATP Finals: o que muda

É comum confundir as categorias. A diferença está no tamanho da chave, nos pontos e no formato.

CategoriaQuantos por anoPontos ao campeão
Grand Slam42.000
ATP Finals11.500 para o campeão invicto
Masters 100091.000

Os nove Masters 1000 são Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri, Roma, Canadá (Montreal ou Toronto, alternando a cada ano), Cincinnati, Xangai e Paris. Sete deles têm chave de 96 jogadores e duram quase duas semanas; Monte Carlo e Paris mantêm formato mais curto.

As ATP Finals são outra coisa: um torneio indoor de fim de temporada, em Turim, em novembro, que reúne os oito melhores do ranking em fase de grupos seguida de semifinais e final. Não é Grand Slam nem Masters — é o encerramento do ano.

Para dimensionar o calendário: em 2026 o circuito da ATP reúne 65 torneios — 4 Grand Slams, as ATP Finals, 9 Masters 1000, 16 ATP 500 e 30 ATP 250, além de Laver Cup, Davis Cup e United Cup, que não valem pontos de ranking. Todas as datas estão no calendário de torneios.

Grand Slam, Career Slam e Golden Slam

As três expressões aparecem juntas e significam coisas diferentes:

  • Grand Slam (no sentido original) — vencer os quatro torneios no mesmo ano civil. É o feito mais raro do esporte.
  • Career Slam — vencer os quatro ao longo da carreira, em anos diferentes. Mais comum, e ainda assim reservado a um punhado de jogadores.
  • Golden Slam — os quatro títulos somados à medalha de ouro olímpica. Quando o conjunto se completa ao longo da carreira, fala-se em Career Golden Slam.

No uso do dia a dia, "ele tem três Grand Slams" quer dizer três títulos de Grand Slam somados — como no caso do Guga. É um uso consagrado, ainda que diferente do sentido original.

Como assistir a um Grand Slam ao vivo

O ingresso é por sessão, não por jogo

Diferente do futebol, o ingresso de tênis dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes. Reserve o dia: uma sessão diurna de Grand Slam pode se estender por várias horas — veja quanto tempo dura uma sessão de tênis antes de montar a agenda.

Primeiras rodadas rendem mais tênis

Nas rodadas iniciais, todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, mas com os melhores do ranking. Vale escolher conscientemente: se o objetivo é volume de tênis, vá cedo no torneio; se é ver um nome específico na quadra central, a lógica se inverte — e o preço acompanha.

O ground pass (ingresso de arquibancada geral) permite circular pelo complexo e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. É a opção mais barata e costuma ser a melhor relação custo-benefício nas primeiras rodadas, quando há dezenas de jogos simultâneos. Sendo direto: se você só quer dizer que esteve lá e ver muito tênis, não precisa gastar com a central.

Documentação: comece cedo

Para o US Open é preciso visto americano B1/B2, com entrevista consular e fila que costuma ser longa — vale entender o processo do visto americano antes de fechar a viagem. Para o Australian Open, o visto eletrônico australiano. Já para Roland Garros e Wimbledon, brasileiros entram na área Schengen e no Reino Unido sem visto para turismo de estada curta. As regras mudam — confirme sempre antes de comprar a passagem.

Quanto custa

Depende de torneio, sessão, quadra e fase da chave, e o preço se move com a disponibilidade. Em consulta feita em 29/08/2026, no catálogo da Orange o US Open aparecia a partir de R$ 791 e o Australian Open a partir de R$ 2.124. Roland Garros e Wimbledon estavam sem lote aberto na data — consulte a página do torneio para acompanhar a abertura.

Perguntas frequentes

Quais são os quatro torneios de Grand Slam do tênis?

Na ordem do calendário: Australian Open, em janeiro, em Melbourne, na Austrália, em quadra dura; Roland Garros, no fim de maio e início de junho, em Paris, na França, no saibro; Wimbledon, no fim de junho e início de julho, em Londres, na Inglaterra, na grama; e US Open, no fim de agosto e início de setembro, em Nova York, nos Estados Unidos, em quadra dura.

Qual a diferença entre Grand Slam e Masters 1000?

Os Grand Slams têm chave de 128 jogadores no simples, sete rodadas até o título e 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000. São quatro por ano, contra nove Masters 1000. E o simples masculino nos Grand Slams é disputado em melhor de cinco sets, formato que não existe no restante do circuito.

O que significa Career Slam e Golden Slam?

Grand Slam, no sentido original, é vencer os quatro torneios no mesmo ano — feito raríssimo. Career Slam é vencer os quatro ao longo da carreira, em anos diferentes. Golden Slam soma aos quatro títulos a medalha de ouro olímpica; quando isso acontece ao longo da carreira, fala-se em Career Golden Slam.

Qual Grand Slam é mais simples de assistir para um brasileiro?

Roland Garros e Wimbledon tendem a exigir menos burocracia: brasileiros entram na área Schengen e no Reino Unido sem visto para turismo de estada curta. Para o US Open é preciso visto americano B1/B2, com entrevista consular, e para o Australian Open, visto eletrônico australiano. Regras mudam — confira antes de viajar.

Na Orange você compra online em reais, no PIX ou em até 10× no cartão, escolhendo torneio, sessão e quadra — com concierge dedicado para montar hospedagem e traslado. Os ingressos são entregues de 72h a 24h antes da sessão, prazo padrão do mercado internacional. Tudo sujeito a disponibilidade.

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