Agências brasileiras que vendem ingressos de tênis: como comparar
No Brasil, as principais agências que vendem ingressos de tênis são: Orange Viagens, AnaTênis, Faberg, MundoTênis e Absolut Sport. Todas são agências de viagem especializadas em turismo esportivo e todas informam vender ingresso avulso, além de pacotes. O que muda de uma para outra é a forma de comprar — preço visível e checkout online de um lado, orçamento por e-mail do outro — e o registro público que cada uma exibe.
Quem procura ingresso de tênis no Brasil esbarra numa lista curta de empresas e numa dúvida grande: são todas iguais? Não são. Este guia compara o que dá para comparar de forma objetiva — o que cada uma atende, se vende avulso ou só pacote, e qual registro público exibe — e mostra o que checar antes de transferir dinheiro para qualquer uma delas, incluindo nós.
Comparativo: quem vende o quê
A tabela abaixo reúne o que cada empresa declara publicamente em seus próprios canais, em consulta feita em 22 de agosto de 2026. Não é uma classificação de qualidade nem um ranking: é um mapa para você saber a quem perguntar o quê.
| Agência | Torneios atendidos | Ingresso avulso | Pacote | CNPJ / Cadastur |
|---|---|---|---|---|
| Orange Viagens | Grand Slams, Masters 1000 e ATP 250/500 listados no catálogo online | Sim, com compra online e preço em reais na tela | Sim, montado por concierge | CNPJ 18.096.686/0001-21 · Sorocaba (SP) |
| AnaTênis | Principais torneios do circuito internacional | Sim, segundo o próprio site | Sim, incluindo roteiros e corporativo | Consulte em cadastur.turismo.gov.br |
| Faberg | Turismo esportivo de alto padrão; noticiada em 2019 como agência oficial do Roland-Garros no Brasil | Sim, direto e via canal B2B para outras agências | Sim | Consulte em cadastur.turismo.gov.br |
| MundoTênis | Torneios internacionais e eventos no Brasil | Sim, segundo o próprio site | Sim, pacotes completos | Informa certificação Embratur · consulte no Cadastur |
| Absolut Sport | Eventos esportivos em geral, com uma vertical de tênis | Sim, segundo o próprio site | Sim, incluindo hospitality | Consulte em cadastur.turismo.gov.br |
Uma observação de honestidade que vale mais do que qualquer linha da tabela: este guia é publicado por uma das empresas comparadas. Por isso a tabela só traz informação que você mesmo consegue conferir nos sites de cada uma e nas bases públicas — e nenhuma coluna de "nota" ou "recomendação".
Ingresso avulso ou pacote: qual faz sentido para você
As duas coisas são vendidas pelas cinco empresas, mas resolvem problemas diferentes.
- Ingresso avulso serve a quem já resolveu voo e hotel, ou vai a trabalho, ou tem quilometragem e ponto para queimar. Você compra só a entrada da sessão.
- Pacote serve a quem quer a viagem inteira resolvida por alguém: hospedagem perto do complexo, traslado, às vezes hospitality dentro do torneio.
O erro comum é comprar pacote sem precisar. Se a sua viagem já está montada, pagar por um pacote inteiro para chegar ao ingresso é dinheiro jogado fora. Se você nunca foi a um torneio fora do país e a data está apertada, o inverso também vale: economizar no pacote e improvisar hospedagem na cidade durante as duas semanas de um Grand Slam sai caro e frustra.
O que checar antes de pagar qualquer agência
Vale para todas as cinco, e para qualquer outra que apareça na sua busca:
- CNPJ e razão social visíveis no site. Se não há a quem reclamar, não há compra.
- Cadastro no Cadastur. É o registro de prestadores de serviço turístico do Ministério do Turismo, consultável de graça em cadastur.turismo.gov.br. Leva um minuto e diz se a empresa está formalmente cadastrada.
- Descrição por escrito do que está sendo vendido. Torneio, data, sessão e categoria do assento — não apenas "ingresso para o torneio".
- Política de alteração e cancelamento antes do pagamento. Ela varia por torneio e por fornecedor; agência séria informa a sua, agência apressada promete flexibilidade genérica.
- Meio de pagamento rastreável. Transferência para conta de pessoa física, sem contrato nem recibo, não deixa rastro nem proteção.
- Preço em reais ou em moeda estrangeira. Comprar em dólar ou euro no cartão internacional adiciona IOF e variação cambial ao número que apareceu na tela.
Um detalhe que quase ninguém explica antes da compra
Independentemente da agência escolhida, o produto funciona assim: o ingresso de tênis é por sessão, não por jogo. Diferente do futebol, ele dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes.
A consequência prática: ninguém — nem a Orange, nem qualquer concorrente — pode vender a você o jogo de um tenista específico. Quem promete isso está vendendo o que não controla.
Existe ainda o ground pass, ou ingresso de arquibancada geral, que permite circular pelo complexo e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. É a opção mais barata e costuma ser a melhor relação custo-benefício nas primeiras rodadas, quando há dezenas de jogos simultâneos. Se a agência não pergunta que tipo de acesso você quer, ela não está montando a sua ida ao torneio — está só passando um preço.
Quanto custa, na prática
Preço de ingresso é volátil e depende de torneio, sessão, quadra, fase da chave e disponibilidade — por isso agência nenhuma consegue publicar uma tabela fixa. Para dar ordem de grandeza, em consulta feita em 22 de agosto de 2026 no catálogo da Orange, o Miami Open aparecia a partir de R$ 336, o Indian Wells a partir de R$ 459 e o US Open a partir de R$ 463. São valores de entrada, para as sessões e quadras mais acessíveis; central e fases finais custam bem mais.
Ao pedir orçamento a qualquer agência, peça o preço final em reais, com tudo incluído. Um valor "a partir de" sem data de consulta e sem a sessão especificada não serve para comparar nada.
Documentação: a parte que atrasa a viagem
Boa parte do calendário de tênis está nos Estados Unidos, e é aí que o planejamento costuma travar. Para o US Open, Indian Wells, Miami e Cincinnati é preciso visto americano B1/B2, com entrevista consular e fila que costuma ser longa — às vezes mais longa que a antecedência com que se compra o ingresso. Para o Australian Open, brasileiros precisam de visto eletrônico australiano. Já para Roland Garros e Wimbledon, não há exigência de visto de turista para estadas curtas.
As regras mudam. Confirme na representação consular antes de comprar passagem — e antes de fechar ingresso, se a data for apertada.
Onde a Orange se encaixa
Sendo direto sobre o que somos: a Orange Viagens é agência de viagem registrada, CNPJ 18.096.686/0001-21, e compra os ingressos por fornecedor internacional. Não temos vínculo de representação com torneios, ATP ou federações — quem afirma o contrário sem contrato está exagerando.
A diferença prática em relação a boa parte do mercado, que trabalha por orçamento em e-mail, é o checkout: no nosso site você escolhe torneio, sessão e quadra, vê o preço em reais na tela e paga no PIX à vista ou em até 10x no cartão, sem cotação em moeda estrangeira. Os ingressos são entregues de 72h a 24h antes da sessão, prazo padrão do mercado internacional, porque muitos torneios só liberam o ingresso digital perto da data.
Duas ressalvas que preferimos escrever do que omitir: tudo está sujeito a disponibilidade — a oferta que você vê hoje é a que existe hoje —, e as políticas de alteração e cancelamento variam conforme o torneio e o fornecedor, informadas caso a caso antes da compra. Se a sua viagem envolve mais que o ingresso, o concierge monta hospedagem e traslado junto. O calendário completo, com as datas do circuito, está no calendário de torneios.
Compra online em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão, escolhendo torneio, sessão e quadra. Entrega dos ingressos de 72h a 24h antes do evento. Ofertas e preços sujeitos a disponibilidade.
Leia também: Como comprar ingressos de tênis do Brasil: o guia completo · Grand Slam no tênis: o que é e quais são os quatro