Visto para o Australian Open: o que o brasileiro precisa
Sim — brasileiros precisam de visto para entrar na Austrália, inclusive para turismo de poucos dias. O documento é o Visitor visa (subclass 600), na modalidade Tourist stream, solicitado pela internet antes do embarque: o Brasil não está na lista de países elegíveis às autorizações eletrônicas mais simples, o ETA (subclass 601) e o eVisitor (subclass 651). Como o prazo de análise varia ao longo do ano, o pedido deve vir antes da passagem e do ingresso — o Australian Open 2027 será de 11 a 31 de janeiro, no Melbourne Park.
Esta página é informativa e aponta para as fontes oficiais de cada país. Ela não substitui a orientação do consulado nem do órgão de imigração, e não faz aconselhamento consular: as regras mudam, às vezes no meio do ano, e a palavra final é sempre a do governo do destino.
Qual visto o brasileiro precisa para a Austrália
A Austrália não tem isenção de visto para nenhum passaporte: todo estrangeiro entra no país com alguma autorização prévia. O que muda é o tipo de autorização — e é aí que mora a confusão mais comum.
Existem três caminhos de turismo no sistema australiano, e dois deles não valem para o Brasil:
- eVisitor (subclass 651) — autorização eletrônica gratuita, restrita a passaportes de países europeus. Brasileiros não são elegíveis.
- ETA (subclass 601) — autorização eletrônica pedida por aplicativo, restrita a uma lista fechada de passaportes que inclui Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Canadá e Singapura, entre outros. O Brasil não está nessa lista.
- Visitor visa (subclass 600) — o visto de visitante propriamente dito, com formulário, documentação comprobatória e taxa. É este que o brasileiro pede.
Dentro do subclass 600, quem vai assistir a um torneio usa a modalidade Tourist stream, que, segundo o próprio Department of Home Affairs, permite visitar a Austrália por até 12 meses como turista, em viagem de lazer ou para visitar familiares e amigos. Quem mora no Brasil aplica pela modalidade de quem está fora da Austrália, online, pelo ImmiAccount.
A taxa é cobrada em dólares australianos e é reajustada periodicamente — consulte o valor vigente na página oficial do Visitor visa (subclass 600) no dia em que for aplicar. O prazo de análise também varia com o volume de pedidos, e o departamento publica estimativas atualizadas no site.
Sendo direto sobre o que isso significa na prática: o visto australiano é o mais burocrático dos quatro Grand Slams depois do americano. Não é difícil, mas não é instantâneo — e essa é a única informação que muda a ordem das suas decisões.
Quando pedir: o calendário do Australian Open 2027
O Australian Open 2027 será de 11 a 31 de janeiro, no Melbourne Park, com as finais em 30 e 31 de janeiro. A edição segue o formato de três semanas, com a Opening Week de 11 a 16 de janeiro antes da chave principal.
É o torneio que abre a temporada de Grand Slams. Hoje é jogado em quadra dura — foi na grama até 1987 — e tem três arenas com teto retrátil, entre elas a Rod Laver Arena: o jogo não para nem por chuva nem por calor extremo, o que em pleno verão australiano faz bastante diferença. A chave principal de simples tem 128 jogadores, ou seja sete rodadas até o título.
Janeiro é alta temporada em Melbourne, e a cidade recebe o torneio inteiro no mesmo período. Isso empurra passagem e hospedagem para cima e reduz a margem de manobra de quem decide tarde. A ordem que funciona é esta:
- Confira a validade do passaporte e, se precisar renovar, comece por aí.
- Peça o visto — antes de comprar qualquer coisa não reembolsável.
- Feche passagem e hospedagem quando o visto estiver concedido.
- Escolha a sessão do torneio. Lembre que o ingresso de tênis é por sessão, diurna ou noturna, numa quadra específica — e não por partida. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes.
Inverter os passos 2 e 3 é o erro mais caro que se comete nessa viagem.
O que cada Grand Slam exige de um passaporte brasileiro
Situação verificada em 12/09/2026 nas fontes oficiais de cada país. Regras de imigração mudam sem aviso — reconfirme antes de comprar passagem.
| Torneio (país) | Precisa de visto? | O que pedir | Fonte oficial |
|---|---|---|---|
| Australian Open (Austrália) | Sim | Visitor visa subclass 600, Tourist stream, pedido online | Department of Home Affairs |
| Roland Garros (França / Schengen) | Não, para estada curta | Entrada sem visto por até 90 dias em qualquer período de 180 dias; ETIAS ainda não está em operação | Comissão Europeia |
| Wimbledon (Reino Unido) | Não, mas exige autorização eletrônica | ETA (Electronic Travel Authorisation), £16, válida por 2 anos | GOV.UK |
| US Open (Estados Unidos) | Sim | Visto de visitante B1/B2, com entrevista consular | Embaixada dos EUA no Brasil |
Reino Unido: sem visto, mas com ETA
Para Wimbledon, disputado desde 1877 no All England Lawn Tennis and Croquet Club e o único Grand Slam ainda jogado na grama, o brasileiro não tira visto de turista — mas precisa da ETA, a autorização eletrônica de viagem do Reino Unido. Ela passou a ser exigida de brasileiros em 8 de janeiro de 2025 e, desde 25 de fevereiro de 2026, quem não a tem é impedido de embarcar pela própria companhia aérea.
A ETA custa £16 (valor consultado em 12/09/2026), permite múltiplas entradas e vale por 2 anos ou até o passaporte vencer, o que ocorrer primeiro. O pedido é feito por aplicativo e a maioria das decisões sai automaticamente em minutos, mas o governo britânico recomenda solicitar com até 3 dias úteis de antecedência. Detalhes e aplicativo oficial em gov.uk/eta.
França e o espaço Schengen: sem visto, por enquanto sem ETIAS
Para Roland Garros, o Grand Slam do saibro, disputado em Paris desde 1891 no Stade Roland Garros, brasileiros entram no espaço Schengen sem visto para estadas curtas de até 90 dias em qualquer período de 180 dias. É o destino de menor burocracia entre os quatro.
Isso vai mudar. O ETIAS, autorização prévia obrigatória para viajantes de países isentos de visto — o Brasil entre eles —, ainda não está em operação: nenhum pedido está sendo recebido, e a União Europeia prevê o início para o último trimestre de 2026, com a data exata a ser confirmada. Antes de viajar, verifique o estado do sistema em travel-europe.europa.eu/etias. Se a sua viagem for para Roland Garros 2027, é bem provável que o ETIAS já esteja valendo.
Estados Unidos: o processo mais longo
Para o US Open — em quadra dura desde 1978, no fim de agosto e começo de setembro — o Brasil não participa do Visa Waiver Program, o programa que dispensa visto para alguns passaportes. Todo brasileiro precisa de visto de visitante B1/B2, com agendamento e entrevista consular, e o visto é exigido até para quem apenas faz conexão em aeroporto americano.
É o item que mais atrasa viagem de tênis, porque a fila de entrevista pode ser mais longa que a antecedência com que se compra ingresso. Vale entender o passo a passo do visto americano B1/B2 antes de marcar qualquer coisa — e o mesmo visto serve para Indian Wells e Miami, se a ideia for emendar mais de um torneio.
Três detalhes que costumam passar batido
- Validade do passaporte. Vários países exigem margem de validade além da data de retorno. Confirme a regra do destino antes de aplicar para qualquer visto — renovar passaporte no Brasil também tem fila.
- Escala conta. Uma conexão em Los Angeles a caminho de Melbourne exige visto americano, mesmo sem sair do aeroporto. Olhe o itinerário inteiro, não só o destino final.
- Uma autorização não substitui a outra. ETA britânica, ETIAS europeu e visto australiano são documentos diferentes, de sistemas diferentes. Ter um não ajuda em nada a conseguir o outro.
Perguntas frequentes
Preciso de visto para assistir ao Australian Open?
Sim. Brasileiros precisam de visto para entrar na Austrália, mesmo para turismo de poucos dias. O documento é o Visitor visa (subclass 600), na modalidade Tourist stream, pedido pela internet antes do embarque. O Brasil não está entre os países elegíveis ao ETA (subclass 601) nem ao eVisitor (subclass 651), que são as autorizações eletrônicas mais simples. Regras e taxas mudam: confirme no site do Department of Home Affairs antes de viajar.
Com quanta antecedência devo pedir o visto australiano?
O prazo de análise do subclass 600 varia conforme o volume de pedidos e o perfil do solicitante, e o próprio Department of Home Affairs publica estimativas que mudam ao longo do ano. Por isso a ordem recomendada é pedir o visto primeiro e fechar passagem e ingresso depois. O Australian Open 2027 será de 11 a 31 de janeiro, período de alta temporada em Melbourne.
Preciso de visto para Wimbledon e Roland Garros?
Visto de turista, não. Para o Reino Unido é preciso a ETA, exigida de brasileiros desde 8 de janeiro de 2025 e com embarque barrado sem ela desde 25 de fevereiro de 2026; custa £16 e vale 2 anos ou até o passaporte vencer. Para a França, brasileiros entram no espaço Schengen sem visto para estadas de até 90 dias em qualquer período de 180 dias — e o ETIAS, ainda fora de operação, tem início previsto pela União Europeia para o último trimestre de 2026.
E para o US Open, o que muda?
O Brasil não participa do Visa Waiver Program dos Estados Unidos, então é preciso visto de visitante B1/B2, com entrevista consular. É o processo mais longo entre os quatro Grand Slams e o que mais costuma atrasar a viagem de quem deixa para decidir perto da data.
Com a documentação encaminhada, a compra do ingresso é online e em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão, escolhendo torneio, sessão e quadra. A Orange é agência de viagem e compra por fornecedor internacional — a oferta está sujeita a disponibilidade, e os ingressos são entregues de 72h a 24h antes do evento. Veja as datas do Australian Open e de todo o circuito no calendário de torneios.
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