Onde assistir aos Grand Slams no Brasil
No Brasil, os quatro Grand Slams são transmitidos pela ESPN, na TV por assinatura, e pelo Disney+, no streaming. Não há TV aberta nem opção gratuita legal — os dois caminhos são pagos. Em 2026 a ESPN detém os direitos dos quatro torneios: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. O próximo da fila é o Australian Open 2027, de 11 a 31 de janeiro, no Melbourne Park.
Esta página é revisada a cada temporada. Direitos de transmissão no Brasil são negociados por ciclo e mudam de um ano para o outro — a informação aqui foi verificada em 10/10/2026 e vale para a temporada de 2026 e para o início de 2027. Antes de assinar qualquer serviço por causa de um torneio específico, confirme a grade daquele ano.
A resposta curta: ESPN na TV, Disney+ no streaming
São dois caminhos para o mesmo conteúdo. A ESPN é o canal de TV por assinatura — no caso do Roland Garros 2026, por exemplo, a cobertura foi dividida entre ESPN e ESPN 2, com jogos selecionados ao longo do dia. O Disney+ é o streaming, e é onde costuma estar a cobertura mais ampla, com a opção de acompanhar várias quadras ao mesmo tempo.
Segundo levantamento publicado pela imprensa especializada em janeiro de 2026, a ESPN detém no Brasil os direitos dos quatro Grand Slams e programou mais de 100 torneios de tênis ao longo de 2026, incluindo nove ATP 1000 e dez WTA 1000. Para quem acompanha o circuito inteiro, e não só os Slams, é esse pacote que importa.
Uma ressalva honesta: em alguns torneios a lista de exibidores variou dentro da mesma temporada — no US Open de 2026, veículos especializados registraram também partidas selecionadas no SporTV. Não espere uma regra fixa por década: espere confirmar a cada edição.
Torneio por torneio: quando é a próxima edição
Datas e sedes consultadas em 10/10/2026. Onde a organização ainda não anunciou o calendário de 2027, está marcado como a confirmar — não faz sentido chutar data de torneio.
| Torneio | Próxima edição | Onde | Piso |
|---|---|---|---|
| Australian Open | 11 a 31 de janeiro de 2027 | Melbourne Park, Melbourne | Quadra dura |
| Roland Garros | Fim de maio a início de junho de 2027 (a confirmar) | Stade Roland Garros, Paris | Saibro |
| Wimbledon | 28 de junho a 11 de julho de 2027 | All England Club, Londres | Grama |
| US Open | Fim de agosto a início de setembro de 2027 (a confirmar) | Flushing Meadows, Nova York | Quadra dura |
Vale lembrar o que define um Grand Slam: os quatro têm chave principal de 128 jogadores no simples, ou seja sete rodadas até o título, e distribuem 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000. São duas semanas de torneio, o que explica por que a programação de TV ocupa tantos dias seguidos.
Australian Open: o que abre a temporada
O Australian Open 2027 será de 11 a 31 de janeiro, no Melbourne Park, com as finais em 30 e 31 de janeiro. O formato é de três semanas, com a Opening Week de 11 a 16 de janeiro antes da chave principal.
É o primeiro Grand Slam do ano. É jogado em quadra dura — foi na grama até 1987 — e tem três arenas com teto retrátil, entre elas a Rod Laver Arena: o jogo não para nem por chuva nem por calor extremo. Para quem assiste do Brasil, o detalhe prático é o fuso: Melbourne está muitas horas à frente, e as sessões diurnas australianas caem na madrugada brasileira.
Roland Garros: o Grand Slam do saibro
Disputado em Paris desde 1891, no Stade Roland Garros, é o único Grand Slam em saibro, o que torna as partidas mais longas e físicas. A quadra principal é a Philippe-Chatrier. Na prática, para quem assiste em casa, significa jogos que passam das quatro horas com mais frequência que nos outros três.
É também o torneio com que o torcedor brasileiro tem mais vínculo: Gustavo Kuerten foi campeão em 1997, 2000 e 2001 — os três títulos de Grand Slam da carreira dele, todos em Paris. Em 2001 ele desenhou o coração no saibro da Philippe-Chatrier.
Wimbledon: o mais antigo
Wimbledon 2027 será de 28 de junho a 11 de julho, em Londres. É o torneio de tênis mais antigo do mundo, disputado desde 1877 no All England Lawn Tennis and Croquet Club, e o único Grand Slam ainda jogado na grama. O dress code totalmente branco para os jogadores é regra do clube.
O fuso de Londres é favorável para o Brasil: as sessões começam no meio da tarde brasileira, e a final cai no domingo à tarde.
US Open: o último da temporada
O US Open é o último Grand Slam do ano, entre o fim de agosto e o início de setembro, e é jogado em quadra dura desde 1978 — já passou por grama, até 1974, e saibro, de 1975 a 1977.
A sede é o USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, Nova York, onde fica o Arthur Ashe Stadium, o estádio de tênis de maior capacidade do mundo, com cerca de 23.700 lugares e teto retrátil desde 2016. As sessões noturnas do US Open são conhecidas pela atmosfera mais barulhenta do circuito — e, para quem assiste do Brasil, são as que pegam o horário mais confortável. Em 2025 o torneio teve público recorde de 1,14 milhão de pessoas nas três semanas do evento, sendo 905 mil só na chave principal.
Não existe opção gratuita e legal
Esta é a parte em que vale ser direto, mesmo que a resposta seja chata: não há transmissão aberta nem gratuita legal dos Grand Slams no Brasil. Quem procura "assistir de graça" vai encontrar sites que prometem link aberto; eles são instáveis, caem no meio do jogo e têm legalidade duvidosa.
Se você não tem TV por assinatura, o caminho mais honesto é assinar o streaming no mês do torneio que quer ver e cancelar depois, segundo as regras do próprio serviço. E se o seu interesse é um torneio só, confira antes se ele está na grade daquela temporada — é um erro comum assinar por um torneio e descobrir que aquela edição mudou de casa.
Também não prometemos grade de programação nem placar ao vivo aqui: a ordem de jogo de cada dia sai na véspera, publicada pela organização do torneio, e é lá que ela deve ser conferida.
Assistir de casa ou ver de perto
As duas coisas custam dinheiro e resolvem necessidades diferentes. A assinatura resolve a temporada inteira; a viagem resolve um torneio e vira memória. Se a ideia é ver ao vivo, há três coisas que mudam a conta:
- O ingresso é por sessão, não por jogo. Diferente do futebol, ele dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes.
- As primeiras rodadas rendem mais tênis. Na primeira e na segunda rodada todas as quadras jogam ao mesmo tempo, e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, mas com os melhores do ranking.
- O ingresso de entrada geral existe. O ground pass permite circular pelo complexo e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. É a opção mais barata e a melhor relação custo-benefício nas primeiras rodadas.
Para dar uma referência concreta: no catálogo consultado em 10/10/2026, as sessões do Australian Open 2027 começam a partir de R$ 2.020 no PIX, com 39 sessões disponíveis. Wimbledon 2027 já aparece com 25 sessões no calendário, e os preços são publicados conforme cada lote é liberado — Roland Garros e US Open de 2027 ainda não têm sessões carregadas. Preço de ingresso é volátil e varia por quadra, fase da chave e disponibilidade: o valor da sua data aparece na página do torneio.
Perguntas frequentes
Onde assistir aos Grand Slams no Brasil?
Na ESPN, na TV por assinatura, e no Disney+, no streaming. Em 2026 a ESPN detém os direitos de transmissão dos quatro Grand Slams no Brasil, e o Disney+ transmite os mesmos jogos pelo streaming, com a opção de acompanhar várias quadras ao mesmo tempo. Direitos mudam a cada temporada: confirme a grade do ano antes de assinar.
Tem como assistir aos Grand Slams de graça ou na TV aberta?
Não. Não há transmissão em TV aberta nem opção gratuita legal no Brasil — os dois caminhos são pagos. Sites que prometem link grátis costumam ser instáveis e de legalidade duvidosa.
Quando é o Australian Open 2027 e onde assistir?
De 11 a 31 de janeiro de 2027, no Melbourne Park, com as finais em 30 e 31 de janeiro e a Opening Week de 11 a 16 de janeiro antes da chave principal. No Brasil, a transmissão é da ESPN e do Disney+.
Qual a diferença entre assistir pela ESPN e pelo Disney+?
A ESPN exibe os jogos selecionados da sua grade, um por vez, com narração em português. O Disney+ costuma oferecer mais quadras simultâneas, o que é útil nas primeiras rodadas, quando dezenas de partidas acontecem ao mesmo tempo. Nenhum dos dois publica a escalação das quadras com muita antecedência, porque a ordem de jogo do dia seguinte sai na véspera.
A compra do ingresso é online e em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão, escolhendo torneio, sessão e quadra. A Orange é agência de viagem e compra por fornecedor internacional — a oferta está sujeita a disponibilidade, e os ingressos são entregues de 72h a 24h antes do evento. Veja as datas de todo o circuito no calendário de torneios.
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