Ground pass vale a pena?
Vale muito nas primeiras rodadas e pouco nas fases finais. Na primeira semana, todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o ground pass rende dezenas de partidas pelo preço mais baixo do torneio. Da segunda semana em diante sobram poucos jogos por dia, quase todos na quadra central — e é justamente ali que o ground pass não entra.
Esta página é uma análise de custo-benefício, não a definição do termo. Se você ainda não sabe exatamente o que é esse ingresso e o que ele cobre, comece pelo nosso guia sobre o que é o ground pass — é a página principal do assunto. Aqui o recorte é outro: compensa ou não compensa comprar?
O que você está comprando (e o que não está)
O ground pass — também chamado de ingresso de arquibancada geral — permite circular pelo complexo do torneio e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. É a opção mais barata e a melhor relação custo-benefício nas primeiras rodadas, quando há dezenas de jogos simultâneos.
Dois detalhes mudam toda a conta e costumam pegar o brasileiro de surpresa:
- O ingresso é por sessão, não por jogo. Diferente do futebol, ele dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes.
- Ninguém garante quem você vai ver. Como a escalação das quadras é definida em cima da hora, não existe ground pass "do jogo do favorito". Você compra o direito de estar no complexo naquele dia.
Por que a primeira semana muda tudo
A matemática do Grand Slam explica o fenômeno. Os quatro Grand Slams têm chave principal de 128 jogadores no simples — ou seja, sete rodadas até o título — e são duas semanas de torneio. Isso significa que a primeira rodada precisa resolver 64 partidas de simples em poucos dias.
O resultado prático: nas rodadas iniciais, todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, mas com os melhores do ranking. Você escolhe entre quantidade e altura da chave — e o ground pass é inequivocamente a escolha de quantidade.
Comparação direta: ground pass x ingresso de quadra central
| Critério | Ground pass | Ingresso de quadra central |
|---|---|---|
| Acesso | Circulação pelo complexo e quadras externas | Lugar marcado na quadra principal, na sessão comprada |
| Quantidade de jogos | Alta na 1ª semana: dezenas de partidas simultâneas | De duas a quatro partidas da sessão |
| Melhor fase | 1ª e 2ª rodadas | Oitavas, quartas, semifinais e final |
| Quem você vê | Chave inteira, incluindo duplas, juvenis e quem ainda não é nome feito | Cabeças de chave e os melhores do ranking |
| Experiência | Tênis de perto, em quadras pequenas, andando pelo parque | Estádio cheio, ritual de entrada, atmosfera de decisão |
| Preço | O mais baixo do torneio | Várias vezes o valor do ground pass, subindo conforme a fase |
Para quem o ground pass vale — e para quem não vale
Vale a pena se você...
- Quer o máximo de tênis por real gasto e vai nas rodadas iniciais;
- Gosta de ver tênis de perto — nas quadras externas você fica a poucos metros da quadra, algo impossível nos estádios principais;
- Vai passar vários dias no torneio e quer diluir o custo;
- Tem curiosidade pelo circuito além dos nomes famosos: duplas, qualificatório e juvenil acontecem nas externas.
Não vale a pena se você...
- Está fazendo uma viagem única para ver um jogo específico ou um jogador específico — nesse caso o ground pass é uma aposta, e a quadra central é o que entrega;
- Vai só na segunda semana: sobram poucos jogos e eles migram para as quadras principais;
- Quer a atmosfera de estádio cheio. As sessões noturnas do US Open, por exemplo, são conhecidas pela atmosfera mais barulhenta do circuito — e isso se vive dentro do Arthur Ashe, não do lado de fora;
- Tem limitação de mobilidade ou não quer passar o dia em pé e andando: o ground pass é, por natureza, um ingresso de caminhar.
Sendo direto: se você vai uma vez na vida e o sonho é a final, economizar no ground pass é economizar na coisa errada. Se você vai passar a primeira semana no torneio, ele rende mais tênis por real do que qualquer outra opção do mesmo dia.
Como isso se comporta em cada Grand Slam
Nos quatro Grand Slams existe algum tipo de ingresso de circulação pelo complexo, mas o nome, as regras e as quadras incluídas mudam de torneio para torneio — e de edição para edição. Confirme sempre as condições da edição que você vai assistir. O que não muda é a lógica: quanto maior a quadra principal, maior a diferença entre estar dentro dela e estar circulando pelas externas.
| Grand Slam | Piso e período | Quadra principal |
|---|---|---|
| Australian Open | Quadra dura, em janeiro, no Melbourne Park. Foi grama até 1987. Três arenas com teto retrátil — o jogo não para por chuva nem por calor extremo. | Rod Laver Arena, cerca de 14.820 lugares |
| Roland Garros | Saibro, em Paris, disputado desde 1891. É o único Grand Slam em saibro, o que torna as partidas mais longas e físicas. | Philippe-Chatrier, cerca de 15.225 lugares |
| Wimbledon | Grama, em Londres. Disputado desde 1877, é o torneio de tênis mais antigo do mundo e o único Grand Slam ainda jogado na grama. | Quadra Central, cerca de 14.979 lugares |
| US Open | Quadra dura desde 1978, entre o fim de agosto e o início de setembro, em Flushing Meadows. Já passou por grama e saibro antes de se fixar. | Arthur Ashe, cerca de 23.771 lugares — o maior estádio de tênis do mundo em capacidade, com teto retrátil desde 2016 |
O Australian Open de 2027, por exemplo, está marcado para 11 a 31 de janeiro de 2027 no Melbourne Park, com as finais em 30 e 31 de janeiro — um torneio em formato de três semanas, com a Opening Week de 11 a 16 de janeiro. Quanto mais longo o calendário, mais dias de rodada inicial e mais valor no ingresso de circulação.
Um aviso sobre multidão
Barato não quer dizer vazio. O US Open de 2025 teve público recorde: 1,14 milhão de pessoas nas três semanas do evento — segundo ano seguido acima de 1 milhão, sendo 905 mil só na chave principal. Nas quadras externas mais disputadas isso se traduz em fila para sentar, e em alguns jogos você assiste em pé. Chegar cedo é parte da estratégia de quem compra ground pass.
Antes de decidir
A escolha fica mais fácil quando você sabe onde o ingresso entra no orçamento da viagem inteira — passagem, hospedagem e diárias no torneio. Vale ler também quanto custa ir a um Grand Slam e entender a diferença entre sessão diurna e noturna, que muda tanto o preço quanto a experiência.
Comprar ingressos de tênis com a Orange
A Orange Viagens é agência de viagem e monta a ida ao torneio de ponta a ponta — ingresso, hospedagem e traslado — com atendimento em português. A compra é online, em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão, e os ingressos são entregues de 72h a 24h antes do evento. A disponibilidade varia por torneio, por sessão e por fase da chave.
Leia também: O que é ground pass · Quanto custa ir a um Grand Slam
Perguntas frequentes
O ground pass dá acesso à quadra central?+
Não. O ground pass permite circular pelo complexo e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. Para entrar na quadra principal é preciso um ingresso de sessão daquela quadra.
Em qual fase do torneio o ground pass compensa mais?+
Nas primeira e segunda rodadas. Nessa fase todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, e eles migram para as quadras principais.
Quantos jogos eu vejo com um ground pass?+
Não há número fixo. O ingresso de tênis dá direito a uma sessão, não a uma partida determinada, e nas rodadas iniciais há dezenas de jogos simultâneos nas quadras externas — você escolhe o que assistir. A escalação das quadras sai poucos dias antes.
Vale a pena comprar ground pass para a segunda semana do torneio?+
Em geral não, se o seu objetivo é ver os melhores do ranking. A partir das quartas de final restam poucos jogos por dia e quase todos acontecem nas quadras principais, que o ground pass não cobre. Nessa fase o ingresso de quadra central faz mais sentido.