Glossário

Ground pass: o que é e o que dá direito em cada Grand Slam

Resposta direta

Ground pass é o ingresso de entrada geral que dá acesso ao complexo de um torneio de tênis e às partidas das quadras externas, sem lugar marcado. O que ele não dá é acesso à quadra central — nem a nenhuma arena que tenha ingresso próprio naquela edição.

O termo quase nunca é traduzido pelos torneios: aparece em inglês como ground pass, grounds pass ou grounds admission. Em português, seria ingresso de acesso ao complexo — ou ingresso de quadras externas, que é como o produto costuma ser descrito em bilheteria. É o degrau de entrada da tabela de preços de praticamente todo Grand Slam, e o item mais mal compreendido por quem compra pela primeira vez.

O que o ground pass dá — e o que não dá

O ground pass permite circular pelo complexo e assistir às quadras externas, sem lugar marcado na quadra central. É a opção mais barata do torneio.

Na prática, com um ground pass você:

  • Entra no complexo pelo mesmo portão de quem tem ingresso de central, no horário de abertura daquele dia.
  • Assiste às quadras externas por ordem de chegada — as arquibancadas menores enchem, e as maiores costumam ter fila.
  • Usa toda a área comum: praças, lojas, restaurantes, telões e as áreas de treino, quando são abertas ao público.
  • Não entra na arena principal. Centre Court, Arthur Ashe Stadium, Philippe-Chatrier, Rod Laver Arena — nenhuma delas está incluída.
  • Não tem assento reservado em lugar nenhum. Se sair para almoçar, pode perder o lugar.

Há um segundo limite, que não é do ground pass e sim de qualquer ingresso de tênis: diferente do futebol, o ingresso dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes. Ninguém consegue vender a você o jogo de um tenista específico.

Ground pass nos quatro Grand Slams: o que entra, o que fica de fora

O produto é o mesmo em todo lugar; o desenho muda. A tabela abaixo resume o que o ingresso de entrada geral costuma incluir em cada Grand Slam, o que fica de fora, o preço de entrada que estava no catálogo da Orange na data da consulta e o que acontece com ele na segunda semana.

TorneioQuadras incluídasQuadras excluídasFaixa de preço · consulta de 20/10/2026Muda na segunda semana?
Wimbledon
Londres, grama
Quadras externas numeradas do All England Club, por ordem de chegada, e as áreas comuns do clube Centre Court e quadra nº 1 Sob consulta Muda muito. As quadras externas encerram a programação na primeira semana e o jogo se concentra nas duas arenas principais
US Open
Nova York, quadra dura
Quadras externas do USTA Billie Jean King National Tennis Center e áreas comuns Arthur Ashe Stadium, com cerca de 23.700 lugares; em algumas edições a segunda arena também pede ingresso próprio Sob consulta para a próxima edição Muda. Sobram poucas partidas fora das arenas com ingresso próprio
Roland Garros
Paris, saibro
Quadras externas do Stade Roland Garros, vendidas como ingresso de quadras anexas Philippe-Chatrier e, em geral, a segunda arena coberta Sob consulta Muda. A programação migra para a Philippe-Chatrier
Australian Open
Melbourne, quadra dura
Quadras externas de Melbourne Park e, nas primeiras rodadas, algumas arenas menores por ordem de chegada Rod Laver Arena e as outras arenas vendidas por sessão A partir de R$ 2.028 (entrada do torneio no catálogo) Muda. Nas fases finais, quase todo o tênis relevante está nas arenas com ingresso próprio

Os valores são o preço de entrada de cada torneio no catálogo da Orange, em reais, em consulta de 20/10/2026 (catálogo gerado em 11/09/2026), e nem sempre correspondem a um ground pass — a categoria exata do ingresso é confirmada antes da compra. "Sob consulta" significa que, na data acima, o torneio não tinha preço de entrada publicado no catálogo. Preços sujeitos a disponibilidade e a variação. Nomes comerciais e o desenho de cada ingresso são revisados a cada edição pelo próprio torneio — confirme sempre o que está escrito na categoria antes de fechar.

Por que a quadra principal pesa tanto nessa conta

A diferença entre ter e não ter acesso à central não é só simbólica. O Arthur Ashe Stadium, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Flushing Meadows, tem capacidade de cerca de 23.700 lugares e teto retrátil desde 2016 — sozinho, recebe mais público do que várias quadras externas somadas. As sessões noturnas do US Open são conhecidas pela atmosfera mais barulhenta do circuito, e é exatamente essa atmosfera que o ground pass não compra. Para dar escala ao movimento do complexo: o US Open 2025 teve público recorde de 1,14 milhão de pessoas nas três semanas do evento, segundo ano seguido acima de 1 milhão, sendo 905 mil só na chave principal.

Em Melbourne acontece algo parecido: o Australian Open é disputado em janeiro, em Melbourne Park, em quadra dura, e tem três arenas com teto retrátil, entre elas a Rod Laver Arena — o jogo não para por chuva nem por calor extremo. Quem está com ground pass num dia de chuva pesada assiste ao complexo parar; quem está na Rod Laver Arena, não. A edição 2027 vai de 11 a 31 de janeiro, com Opening Week de 11 a 16 de janeiro e finais em 30 e 31.

Quando o ground pass vale a pena

A resposta curta: nas primeiras rodadas, quase sempre; nas finais, quase nunca. A razão é aritmética.

Os quatro Grand Slams têm chave principal de 128 no simples, ou seja sete rodadas até o título, e distribuem 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000. São duas semanas de torneio. Nas rodadas iniciais, primeira e segunda, todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, mas com os melhores do ranking.

Traduzindo para a decisão de compra:

  • Primeira semana: o ground pass costuma ser a compra mais eficiente do torneio. Há dezenas de jogos simultâneos, muitos de cabeças de chave que ainda não subiram para a central, e você assiste a poucos metros da linha de fundo.
  • Segunda semana: perde força rápido. Restam poucas partidas fora da arena principal, e o ground pass pode virar um ingresso para ver telão.
  • Dia de chuva: é o pior cenário. Sem teto nas quadras externas, o dia pode simplesmente não ter tênis — e as regras de remarcação ou reembolso variam conforme o torneio e o fornecedor.

Sendo honesto: se a sua viagem tem um único dia de torneio e ele cai na segunda semana, o ground pass provavelmente não é o ingresso certo para você. Vale mais gastar numa sessão de quadra central do que economizar num ingresso que, naquele dia, dá acesso a pouca coisa.

Por que Roland Garros e Wimbledon rendem bem de ground pass

Roland Garros é disputado em Paris desde 1891, no Stade Roland Garros, e é o único Grand Slam em saibro — o que torna as partidas mais longas e físicas. Um dia de quadras externas em saibro rende, em tempo de bola em jogo, mais do que a mesma programação numa quadra rápida. Foi lá que Gustavo Kuerten foi campeão em 1997, 2000 e 2001, os três títulos de Grand Slam da carreira dele, todos em Paris.

Wimbledon favorece o ground pass por outro motivo: disputado desde 1877 no All England Lawn Tennis and Croquet Club, em Londres, é o torneio de tênis mais antigo do mundo e o único Grand Slam ainda jogado na grama. O complexo em si — a grama, as filas, o clube — é parte da experiência, e circular por ele já é metade do programa.

Existe ground pass fora dos Grand Slams?

Existe, e às vezes sai bem mais em conta. Nos Masters 1000 o formato se repete: em março, Indian Wells na Califórnia e Miami na Flórida formam o chamado Sunshine Double — dois torneios seguidos nos Estados Unidos, com complexos grandes e muitas quadras externas ativas nos primeiros dias. Na mesma consulta de 20/10/2026, a entrada no catálogo começava a partir de R$ 465 em Indian Wells 2027 e a partir de R$ 334 no Miami Open 2027 — valores sujeitos a disponibilidade, e sempre com a categoria confirmada antes da compra.

Como o calendário 2026 da ATP reúne 4 Grand Slams, as ATP Finals, 9 Masters 1000, 16 ATP 500 e 30 ATP 250, num total de 65 torneios, há bem mais oportunidades de ingresso barato do que a conversa sobre Grand Slam sugere. Torneios menores frequentemente vendem um ingresso único que dá acesso a todo o complexo, central inclusive — nesses casos, o conceito de ground pass simplesmente não se aplica.

Antes de comprar: três checagens

  1. Confirme o que está escrito na categoria. Sessão, data e tipo de acesso precisam estar descritos por escrito — não apenas "ingresso para o torneio".
  2. Cheque a documentação com antecedência. Para US Open, Indian Wells e Miami é preciso visto americano B1/B2, cuja fila de entrevista consular costuma ser mais longa que a antecedência com que se compra ingresso. Para o Australian Open, visto eletrônico australiano. Para Roland Garros e Wimbledon, brasileiros não precisam de visto para turismo de estada curta.
  3. Some o que não é ingresso. Passagem, hospedagem na cidade durante o torneio, transporte diário até o complexo e alimentação lá dentro. Num Grand Slam, o ground pass costuma ser a menor linha da conta.

Como comprar pela Orange

A Orange é agência de viagem: compramos por fornecedor internacional e não temos vínculo de representação com torneios, ATP, ITF ou federações. A compra é online, com preço final em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão, escolhendo torneio, sessão e quadra — tudo sujeito a disponibilidade. Os ingressos são entregues de 72h a 24h antes do evento, com concierge dedicado, e as regras de alteração e cancelamento variam conforme o torneio e o fornecedor, informadas caso a caso antes da compra.

Compra online em reais, no PIX à vista ou em até 10x no cartão. Categorias e preços sujeitos a disponibilidade.

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