Calendário ATP: como a temporada de tênis é organizada
Em 2026 o circuito tem 65 torneios. O calendário 2026 da ATP reúne 4 Grand Slams, as ATP Finals, 9 Masters 1000, 16 ATP 500 e 30 ATP 250, além de Laver Cup, Davis Cup e United Cup — estes três sem pontos de ranking. A temporada vai de janeiro a novembro e é organizada em giras por superfície: começa na quadra dura da Austrália, passa pelo saibro europeu, pela grama, pela quadra dura norte-americana e pela Ásia, e termina indoor na Europa.
Quem acompanha tênis pela TV costuma ver os torneios como eventos soltos. Eles não são: o calendário tem uma lógica de categorias, pontos e superfícies que se repete todo ano. Entender essa lógica resolve as duas dúvidas práticas de quem vai viajar para ver tênis — qual torneio vale a pena e em que mês ele acontece.
As categorias do circuito
A ATP organiza os torneios em faixas. Quanto maior a categoria, mais pontos o campeão leva e mais longa é a chave — o que significa mais dias de evento e mais jogos por dia nas primeiras rodadas.
| Categoria | Torneios em 2026 | Pontos ao campeão | Chave e duração |
|---|---|---|---|
| Grand Slam | 4 | 2.000 | Chave de 128 no simples, sete rodadas, duas semanas |
| ATP Finals | 1 | Até 1.500 (campeão invicto) | Os oito melhores do ano, fase de grupos e mata-mata |
| Masters 1000 | 9 | 1.000 | Sete deles com chave de 96 e quase duas semanas; Monte Carlo e Paris, formato mais curto |
| ATP 500 | 16 | 500 | Uma semana |
| ATP 250 | 30 | 250 | Uma semana |
| Por equipes | Laver Cup, Davis Cup e United Cup | Não pontuam | Formato de equipes, fora da escala de pontos |
A contagem de torneios é a do calendário 2026 da ATP. Datas, sedes e categorias mudam de uma temporada para outra — a página de calendário de torneios é onde ficam as datas confirmadas de cada edição.
Como ler a pontuação
O número da categoria é o que o campeão leva. Um ATP 250 dá 250 pontos ao vencedor; um ATP 500, 500; um Masters 1000, mil. Os quatro Grand Slams têm chave principal de 128 no simples, ou seja sete rodadas até o título, e distribuem 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000. São duas semanas de torneio.
As ATP Finals fogem da régua porque não têm chave eliminatória desde o início: a pontuação é acumulada por vitória na fase de grupos, e o campeão invicto leva 1.500 pontos. É por isso que o torneio de fim de ano pode valer mais que um Masters 1000 e ainda assim não ser um Grand Slam.
Os nove Masters 1000
O circuito ATP tem nove Masters 1000: Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri, Roma, Canadá (Montreal/Toronto), Cincinnati, Xangai e Paris. Sete deles têm chave de 96 jogadores e duração de quase duas semanas; Monte Carlo e Paris mantêm formato mais curto.
Dois detalhes que costumam confundir quem planeja viagem:
- O Masters do Canadá alterna entre Montreal e Toronto a cada ano. Não adianta reservar hotel pela edição anterior — confirme a cidade da edição que você quer ver.
- O formato mais curto de Monte Carlo e Paris concentra mais jogos em menos dias. Para quem tem poucos dias de viagem, isso é vantagem: dá para ver rodadas decisivas sem ficar duas semanas fora.
Sendo direto sobre o que não é verdade: não existe Masters 1000 de Marselha. O Open 13, de Marselha, era um ATP 250 — e mudou-se para Lyon a partir de 2026, passando de fevereiro para outubro. É um bom exemplo de por que vale conferir o calendário do ano, e não a memória da temporada passada.
As ATP Finals: o fecho da temporada
As ATP Finals reúnem os oito melhores do ano no simples e nas duplas. É um torneio indoor de fim de temporada, em novembro, com fase de grupos seguida de semifinais e final — não é Grand Slam nem Masters: é o encerramento da temporada.
Sobre a sede, vale a precisão: a edição de 2026 é em Turim, na Itália. O contrato das ATP Finals com a Itália vai até 2030, mas a sede das edições seguintes está em avaliação — ou seja, "na Itália até 2030" é o que se pode afirmar; Turim, só até 2026. Se o seu plano é ver as Finals em 2028, espere a confirmação da cidade antes de comprar passagem.
As giras: o ano dividido por superfície
A temporada não pula de superfície ao acaso. Ela é agrupada em blocos — as giras — para que os jogadores tenham semanas seguidas no mesmo piso. Na prática, é o que determina em que mês cada tipo de tênis acontece.
| Gira | Época | Superfície | Destaques |
|---|---|---|---|
| Australiana | Janeiro | Quadra dura | Australian Open, em Melbourne |
| Norte-americana de março | Março | Quadra dura | Indian Wells e Miami, dois Masters 1000 seguidos |
| Saibro europeu | Abril a junho | Saibro | Monte Carlo, Madri, Roma e Roland Garros |
| Grama | Junho e julho | Grama | Wimbledon, em Londres — a gira mais curta do ano |
| Norte-americana do verão | Julho a setembro | Quadra dura | Canadá, Cincinnati e US Open |
| Asiática | Setembro e outubro | Quadra dura | Xangai e as etapas do Extremo Oriente |
| Indoor europeia | Outubro e novembro | Quadra dura coberta | Paris e as ATP Finals fecham o ano |
A gira de quadra dura norte-americana aparece em dois blocos — março e o verão do hemisfério norte —, e é por isso que Indian Wells, Miami, Canadá, Cincinnati e US Open, todos no mesmo piso, ficam tão distantes no calendário.
Quem vai à gira americana: comece pela documentação
Indian Wells, Miami, Cincinnati e US Open são nos Estados Unidos. Para brasileiros, a entrada exige visto americano de turismo, e a fila de entrevista consular costuma ser mais longa do que a antecedência com que se compra ingresso. Comece por aí: ingresso sem visto não vira viagem. As regras de entrada mudam — confirme na sua data.
Os torneios por equipes que não pontuam
Três competições entram no calendário sem distribuir pontos de ranking: Laver Cup, Davis Cup e United Cup.
A Laver Cup é uma competição por equipes entre Time Europa e Time Mundo, criada em 2017 e batizada em homenagem a Rod Laver. É disputada em quadra indoor, com sede itinerante, e não pontua para o ranking ATP. Isso não a torna menos interessante como programa — o nível de quadra é altíssimo e o formato é mais informal —, mas explica por que ela não muda o ranking de ninguém.
Vale o aviso honesto: como não valem pontos, esses eventos têm listas de participantes mais imprevisíveis. Entradas dependem de convite, calendário pessoal e condição física. Se você compra ingresso esperando ver um jogador específico, esse é o tipo de evento em que o risco é maior.
O que isso muda na hora de comprar ingresso
Categoria e fase do torneio mudam o que o seu ingresso entrega. Duas regras do circuito valem para qualquer etapa:
- O ingresso é por sessão, não por jogo. Diferente do futebol, ele dá direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação sai poucos dias antes.
- As primeiras rodadas têm mais tênis por ingresso. Nas rodadas iniciais, primeira e segunda, todas as quadras jogam ao mesmo tempo e o mesmo ingresso rende muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, mas com os melhores do ranking.
Cruzando com a tabela de categorias: um Grand Slam, com chave de 128 e duas semanas, tem a primeira semana mais densa de todo o circuito. Um ATP 250, de uma semana só, resolve-se em poucos dias e costuma ter ingresso mais fácil. Um Masters 1000 fica no meio do caminho — e, nos sete com chave de 96, a primeira semana também rende bastante.
Perguntas frequentes
Quantos torneios tem a temporada da ATP?
Em 2026 o circuito tem 65 torneios. O calendário 2026 da ATP reúne 4 Grand Slams, as ATP Finals, 9 Masters 1000, 16 ATP 500 e 30 ATP 250, além de Laver Cup, Davis Cup e United Cup — estes três sem pontos de ranking.
Quantos Masters 1000 existem e quais são?
São nove: Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Madri, Roma, Canadá (Montreal/Toronto), Cincinnati, Xangai e Paris. Sete deles têm chave de 96 jogadores e duração de quase duas semanas; Monte Carlo e Paris mantêm formato mais curto. O Masters do Canadá alterna entre Montreal e Toronto a cada ano.
Quantos pontos vale um Grand Slam?
Os quatro Grand Slams têm chave principal de 128 no simples, ou seja sete rodadas até o título, e distribuem 2.000 pontos ao campeão — o dobro de um Masters 1000. São duas semanas de torneio.
A Laver Cup e a Davis Cup valem pontos para o ranking?
Não. A Laver Cup é uma competição por equipes entre Time Europa e Time Mundo, criada em 2017 e batizada em homenagem a Rod Laver, em quadra indoor e com sede itinerante — e não pontua para o ranking ATP. Davis Cup e United Cup também entram no calendário sem distribuir pontos de ranking.
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