Guga em Roland Garros: os três títulos que marcaram o Brasil

Resposta direta

Gustavo Kuerten venceu Roland Garros três vezes: em 1997, 2000 e 2001. O primeiro título veio aos 20 anos, quando ele era o número 66 do mundo e entrou no torneio sem ser cabeça de chave. Os três títulos de Grand Slam da carreira do Guga foram todos no saibro de Paris.

Quando Guga ganhou Roland Garros

Três edições, cinco anos de intervalo entre a primeira e a última. A tabela resume o que aconteceu em cada uma:

AnoFinalO que marcou
1997vitória sobre Sergi Bruguera, por 6-3, 6-4, 6-2Aos 20 anos, como número 66 do mundo e sem ser cabeça de chave. Bateu três ex-campeões de Roland Garros no caminho.
2000vitória sobre Magnus NormanO ano em que terminou como número 1 do ranking da ATP — o único brasileiro a fechar uma temporada na liderança.
2001vitória sobre Àlex CorretjaO ano do coração desenhado no saibro da Philippe-Chatrier.

1997: o título que ninguém esperava

Guga chegou a Paris em 1997 como número 66 do mundo, sem ser cabeça de chave — ou seja, sem nenhuma proteção no sorteio contra os favoritos. Um Grand Slam tem chave de 128 jogadores e sete rodadas até o título; para um tenista fora do top 50, isso normalmente significa cruzar com um favorito logo cedo.

Foi o que aconteceu, e ele ganhou assim mesmo: no caminho até a final, derrotou três ex-campeões de Roland Garros. Na decisão, venceu Sergi Bruguera por 6-3, 6-4, 6-2 — em sets diretos. Tinha 20 anos.

Foi o maior feito do tênis brasileiro masculino — e o título que apresentou o esporte a uma geração inteira de torcedores no Brasil.

2000: o ano do número 1

O segundo título, sobre Magnus Norman, veio num contexto completamente diferente: Guga já era um dos melhores do circuito, e não mais o azarão. Foi o ano da consagração — ele terminou 2000 como número 1 do ranking da ATP, depois de vencer Roland Garros e o Masters de fim de temporada.

Até hoje, é o único brasileiro a terminar um ano na liderança do ranking. Vale a distinção: chegar ao topo durante a temporada é uma coisa; fechar o ano lá em cima, depois de doze meses de resultados, é outra.

2001: o coração no saibro

O terceiro título, contra Àlex Corretja, deu a imagem que ficou. Depois de fechar a partida, Guga desenhou com a raquete um coração no saibro da quadra Philippe-Chatrier e se deitou dentro dele. A cena virou o símbolo da relação entre o brasileiro e o torneio.

Com ele, Guga fechou os três títulos de Grand Slam da carreira — todos em Roland Garros. Não venceu Wimbledon, o US Open nem o Australian Open: Paris foi o palco dos três.

Por que justamente Paris

Roland Garros é o único Grand Slam disputado no saibro. É um piso lento, em que a bola sobe mais e os pontos duram mais — o que torna as partidas mais longas e mais físicas que nos outros três Slams. Premia quem constrói o ponto, defende bem e aguenta ficar horas em quadra.

Era exatamente o jogo do Guga. Quem quiser entender por que o mesmo tenista rende de um jeito em Paris e de outro em Londres encontra a explicação em como a superfície muda o jogo.

Como assistir ao torneio do Guga ao vivo

Roland Garros é disputado em Paris, no Stade Roland Garros, e a quadra principal é a Philippe-Chatrier — a mesma do coração de 2001, com capacidade para cerca de 15.225 pessoas após a reforma de 2019. É o palco dos três títulos do Guga e um dos torneios mais procurados por quem viaja do Brasil para ver tênis.

Duas coisas que mudam o planejamento de quem vai pela primeira vez:

  • O ingresso é por sessão, não por jogo. Diferente do futebol, você compra o direito a uma sessão — diurna ou noturna — numa quadra específica, e não a uma partida determinada. Uma sessão costuma ter de duas a quatro partidas, e a escalação só sai poucos dias antes.
  • As primeiras rodadas rendem mais tênis por ingresso. Na primeira e na segunda rodada todas as quadras jogam ao mesmo tempo, e o mesmo ingresso dá acesso a muito mais partidas. Nas fases finais há menos jogos por dia, porém com os melhores do ranking. Se o seu objetivo é ver muito tênis, o começo do torneio vale mais; se é ver uma estrela específica, a segunda semana.

Uma ressalva honesta: ninguém consegue garantir de antemão quem você vai ver jogar. A entrada de cada tenista depende de ranking, convite e lesão, e a escalação por quadra sai em cima da hora. Quem compra contando com um nome específico em quadra corre o risco de se frustrar — comprar pela sessão e pela experiência do torneio é a expectativa certa.

Na Orange você escolhe a sessão e a quadra e compra ingressos para os torneios do circuito em reais, direto pelo site, pagando no PIX à vista ou em até 10× no cartão, com concierge dedicado para montar a viagem inteira.

Leia também: quem foi Roland Garros, o aviador que dá nome ao torneio, e saibro, grama ou quadra dura, sobre como cada superfície muda o jogo.